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O que é necessário para arranjar um bom estágio e manter um bom emprego
O estágio é a melhor porta de entrada para o mercado de trabalho. Hoje 20 % dos estudantes universitários brasileiros estão fazendo estágio. O que é necessário arranjar um bom estágio e posteriormente manter um bom emprego?
Atualmente existem no Brasil 1,1 milhão de estagiários, 700 mil freqüentam cursos superiores com salários entre R$ 600 e R$ 1.000 por mês?
Muitos jovens preferem apenas estudar até os 25 anos de idade, ou mais, imaginando que o acúmulo de diplomas será um diferencial na hora de conseguir um emprego. Para as empresas, não é bem assim. Na hora de contratar, elas dão preferência à combinação de escolaridade e experiência prática.
Oportunidades
70% dos estagiários estão nas pequenas e médias empresas. As oportunidades de estágio são maiores nas áreas de engenharia, administração e informática. E menores na área de direito.
No Brasil, há mais de 500 mil estudantes de direito e 250 mil de engenharia. Essa disparidade faz com que o futuro engenheiro seja o estagiário mais bem pago do mercado.
Estágio não é emprego
Há duas coisas que todo candidato a estágio deve saber.
Primeira: estágio não é emprego. Ao contrário dos trabalhadores regidos pela CLT, o estagiário não tem direito a aviso prévio, férias, décimo terceiro, fundo de garantia, vale transporte e vale refeição.
Um estagiário custa menos da metade do valor gasto com um empregado formal. Por isso, algumas empresas usam o estágio como uma forma disfarçada de emprego.
Algunas empresas empregam os estagiários não no intuito de transmitir o conhecimentomas sim utilizando o estágiário como mão de obra para trabalhos menores.
Nessas empresas o estagiário nunca é efetivado, é sempre substituído por outro estagiário.
O estagiário tem que ser sempre pró-ativo, ser dedicado também e querer aprender buscando sempre sua oportunidade. Deve ter um bom relacionamento e interagir com as pessoas. Ele está entrando em uma equipe que já tem um ritmo próprio. Então, é bastante importante que ele entre nesse ritmo.
Conquistar a confiança
Qual é o maior erro que o estagiário comete já no primeiro dia?
Aguardar as coisas cairem do céu.
O que prejudica demais o estagiário é exatamente o fato de ele saber que é bom. Ele quer aproveitar o período de estágio para propor uma mudança estratégica na empresa. Muitas vezes esse é o motivo que leva o estagiário a se desgastar com pessoas.
Durante o estágio, o essencial é conseguir a confiança dos superiores. Essa relação de confiança começa exatamente ali, quando uma pessoa diz para o chefe: “estou aqui para aprender”. As pessoas precisam gostar de você.
Muitas vezes a gente tenta traduzir coisas que acontecem na vida corporativa com um monte de expressões bonitas, mas no fundo quer dizer, se o pessoal não gostar da gente, nós não vamos ficar.
Os efetivados não serão necessariamente os alunos mais brilhantes, serão aqueles que conseguirem se encaixar melhor na cultura da empresa. É mais simples do que parece, um pouco mais complicado de fazer a cada minuto do dia.
A importância do estágio na formação profissional
Na luta por melhores chances no mercado de trabalho, já não basta apenas uma boa formação, é importente ter bom relacionamento pessoal também. Os conhecimentos práticos também são levados em conta na hora da contratação, mas sem boa capacidade de relacionamento com os colegas fica difícil permanecer no estágio. De olho nisso, as instituições de ensino estão auxiliando seus alunos na busca pelo primeiro estágio, completando, assim, a formação com a prática.
Como se vestir no trabalho
Use sempre o bom senso,saltos muito altos, decotes exagerados, camisa de manga curta com gravata, meias brancas com calça social. São muitos os erros que profissionais podem cometer na escolha da roupa de trabalho. A imagem que a pessoa constrói ao longo da sua vida profissional está diretamente relacionada ao seu comportamento no ambiente de trabalho.
Usar roupas adequadas é fundamental, tanto para que está participando de um processo seletivo quanto para quem já está trabalhando. A nossa aparência é como um cartão de visitas. É a primeira impressão que transmitimos para os outros. Por isso, descuidar do vestuário ou usar roupas inadequadas para a situação pode prejudicar a vida profissional. Não se trata de beleza, mas sim de aparência, a imagem pessoal que cada um expressa. Portanto seria correto afirmar que beleza não interfere no mercado de trabalho, mas a boa aparência sim, isso porque a maneira como a pessoa trata do vestuário e da higiene pessoal faz com que ela agregue ou não valores as situações profissionais. Existem vários ambientes de trabalho e cada um deles pede um vestuário específico, já que certas profissões são mais focadas nas expressividades artísticas e criativas, enquanto outras são mais rígidas devido à imagem que a profissão necessita transmitir.
Segundo a professora Mariana Domitila Padovai Martins, autora do livro "Marketing Pessoal: Investindo no bom senso", publicado pela Editora Ottoni.
Dicas gerais de um bom guarda-roupa de trabalho:
Mulheres:
Alfaiataria
Malhas avulsas para enfrentar as variações climáticas
Camisas e blusas com calças e saias
Sapatos cômodos e clássicos
Ternos de microfibra (pois não amassam)
Bolsa de cor neutra
Coletes
Vestido modelo tubo ou chemisier
Bijuterias finas e jóias clássicas
Para não errar em qualquer situação, evite:
Barriga de fora
Sapato de saltos altíssimos
Sandálias (deixe para mostrar os pés fora do ambiente de trabalho)
Unhas compridas
Excesso de bijuterias ou jóias.
Roupas esportivas
Decotes e roupas curtas
Perfumes fortes
Roupas transparentes.
Homens:
Ternos
Camisas lisas (preta, branca, azul, bege e cinza)
Gravatas discretas
Calças retas e sem detalhes
Sapatos sociais (preto e marrom)
Meias sempre da cor dos sapatos ou da calça
Blazers
Para trabalhos e profissões menos formais:
Camisetas lisas, de cores neutras, calça jeans sem detalhes, sapato ou sapatênis.
Para não errar em qualquer situação, evite:
Roupas coloridas demais
Camisas e calças apertadas
Bermudas
Tênis
Perfumes muito fortes
Cintas de cor diferente da dos sapatos.
Apresentações
As pessoas de cargos menos importantes são apresentadas às pessoas de cargos superiores às quais cabe a iniciativa do cumprimento.
Se você estiver sentado e for homem, levante-se sempre que for apresentado a alguém. As mulheres só devem se levantar para cumprimentar outras mulheres de mais idade ou pessoas de alta hierarquia.
O aperto de mão é o tipo de cumprimento mais adequado, qualquer que seja a situação, e deve ser usado por homens e mulheres. O aperto deve ser firme, mas não a ponto de machucar.
Ao apertar a mão, olhe sempre nos olhos do interlocutor. Não se deve estender a mão a alguém que está à mesa de refeições. Nesse caso, um aceno com a cabeça ou um cumprimento é suficiente.
2. Cordialidade, sim. Intimidade, não.
Evite nas relações profissionais chamar as pessoas de "querida", "meu bem", "amor" e todas as variações do gênero (proíba a sua secretária de fazer o mesmo ao telefone).
Não fale pegando nas pessoas. Mantenha uma distância razoável, não grite nem gesticule demais.
Bom-dia, boa-tarde, boa-noite, obrigado(a) e por favor são palavras obrigatórias e devem ser sempre dirigidas a qualquer pessoa, em qualquer ocasião. Do porteiro do escritório ao presidente da empresa.
O bom relacionamento profissional
1. Fale com todos, cumprimente todo mundo. Nada mais antipático do que aquele profissional que ignora os subordinados e só cumprimenta os superiores. "Bom Dia", "Por Favor" e "Obrigado" são obrigatórios no relacionamento diário com todos os colegas de trabalho do ascensorista ao presidente da empresa.
2. Se alguém lhe pedir um pequeno favor, uma ajuda no trabalho, e você puder atender, faça. A boa convivência no dia-a-dia do trabalho depende muito da reciprocidade entre as pessoas. Se você ajudar com boa vontade, seus colegas tenderão a retribuir quando você precisar.
3. Procure falar sempre a verdade. Mesmo as chamadas "mentiras brancas" podem complicar sua imagem profissional. Se precisar faltar, por exemplo, em razão de algum motivo pessoal, conte a verdade ao seu chefe e não invente doenças ou lutos. Quando descoberta, mesmo uma pequena mentira pode causar grandes estragos.
4. Se você precisar criticar ou repreender alguém, sobretudo se for um subordinado, evite fazê-lo na frente dos outros. Chame a pessoa na sua sala ou a algum lugar privado e converse objetivamente sobre a falha. Não misture críticas profissionais com pessoais. Não agrida ou insulte o interlocutor com palavras grosseiras ou rudes. Siga a regra universal: elogios públicos, críticas privadas.
5. Você vai se casar ou dar uma festa de aniversário. Precisa chamar todo mundo da empresa? Não. Não há nada demais em chamar só a sua equipe e os amigos mais próximos, com convites pessoais. Convites colocados no mural são considerados antipáticos convidam todo mundo e não convidam ninguém.
Como se comportar no ambiente de trabalho
Procure saber quais são as normas e procedimentos da empresa. Se você não encontrar um manual formal, consulte os funcionários.
É fundamental ser cordial e receptivo, ter uma comunicação clara e jogo de cintura para resolver problemas.
Mantenha-se íntegro também no ambiente de trabalho, ainda que isso vá contra a opinião da maioria. Não fique “em cima do muro”, posicione-se, respeitando seus valores pessoais.
Humildade e flexibilidade distinguem um profissional de outro.
A pontualidade é sempre importante.
Não deixe que problemas pessoais interfiram no seu desempenho.
Se você for “brincalhão”, cuidado com os tipos de brincadeira. Há hora para tudo.
Não faça ou alimente fofocas e comentários maldosos. Cuidado com o que fala no ambiente de trabalho.
Os textos e e-mails devem ser escritos com o português perfeito. Revise sempre. E-mails são documentos que podem ser repassados por quem recebeu. Portanto, pense bem no que vai escrever.
Evite receber e enviar e-mails pessoais no computador da empresa. Deixe também para fazer ligações pessoais fora do trabalho, ainda que seja em celular próprio.
Mantenha a postura profissional, sem intimidade com as pessoas, ainda que sejam seus amigos.
Não use gírias, gestos obscenos ou “palavrões”.